quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Queda de Filipinho em bateria polêmica com Kanoa aumenta expectativa para Taiti






Paulista de Ubatuba tem sido apontado como o melhor surfista da temporada, mas ainda precisa provar a sua habilidade nas ondas pesadas e tubulares como as de Teahupoo



A edição de 2017 do US Open poderia ficar marcada como uma das melhores em qualidade de onda nos últimos anos. O campeonato em que Jadson André acelerou no píer e Filipe Toledo estava explorando seu arsenal de aéreos.




 Mas ao invés disso, como ressalta a revista australiana “Stab Mag”, o campeonato sempre vai ter um gigante asterisco. A praia estava lotada nos dias das finais para ver um dos surfistas mais populares do planeta, Filipe Toledo. Não é exagero chamar ele de superstar na Califórnia. Mas na primeira onda da semifinal contra Kanoa Igarashi foi criada a polêmica.
Filipe e Kanoa remaram na mesma onda, sem prioridade definida, em direções opostas, e Kanoa caiu da prancha. Os juízes entenderam que o surfista local era o melhor posicionado, e deram uma penalidade de interferência em Filipinho, que teve que disputar o resto da bateria com uma das notas pela metade. Mesmo assim quase consegue consegue vencer o californiano. Kanoa passou pra final e derrotou o brasileiro Tomas Hermes, conquistando pela primeira vez o título da praia onde mora.
- Foi um momento estranho. Filipe é um surfista fantástico, eu adoro o surfe dele. Não tenho nada contra ele. Eu tinha um plano, queria ir na esquerda naquela onda, e ele tinha um plano e queria ir pra direita. Às vezes, isso acontece. Ele é um surfista profissional, competidor… Eu também. Nós gostamos de atacar na bateria, e eu sei que ele não desiste da onda – comentou Kanoa. 



A situação foi bem parecida com a que aconteceu na etapa do CT no Brasil, Kanoa sofreu interferência de Filipe que foi questionar os juízes, e sofreu uma penalidade maior, ficou fora da etapa de Fiji. Dessa vez alguns dos principais jornalistas de surfe do mundo se mostraram favoráveis ao brasileiro. Pra revista “Surfer”, a mais tradicional do surfe, no mundo de verdade Filipe estava na direção certa, e entrou antes na onda. Mas Huntington não é o mundo de verdade.
A polêmica só fez aumentar a expectativa sobre a próxima etapa do CT em Teahupoo. Afinal, Filipe elevou o nível de surfe na etapa de Jeffreys Bay, e vem sendo apontado como o melhor atleta da temporada. Mas seu calcanhar de Aquiles ainda são os tubos pesados da praia do Taiti. Será que o garoto voador consegue surpreender o mundo e os juízes este ano em Teahupoo?
Confira as baterias da 1ª fase em Teahupoo, no Taiti:
1: Joen Parkinson (AUS) x Jeremy Flores (FRA) x Jadson André (BRA)
2: Adriano de Souza (BRA) x Bede Durbidge (AUS) x Nat Young (EUA)
3: Owen Wright (AUS) x Italo Ferreira (BRA) x Josh Kerr (AUS)
4: Jordy Smith (AFS) x Joan Duru (FRA) x Ethan Ewing (AUS)
5: John John Florence (HAV) x Ezekiel Lau (HAV) x Aritz Aranburu (ESP)
6: Matt Wilkinson (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA) x Taumata Puhetini (TAH)
7: Filipe Toledo (BRA) x Adrian Buchan (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
8: Julian Wilson (AUS) x Conner Coffin (EUA) x Kanoa Igarashi (EUA)
9: Gabriel Medina (BRA) x Caio Ibelli (BRA) x Stuart Kennedy (AUS)
10: Connor O'Leary (AUS) x Sebastian Zietz (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
11: Mick Fanning (AUS) x Kolohe Andino (EUA) x Jack Freestone (AUS)
12: Frederico Morais (PRT) x Michel Bourez (TAH) x Ian Gouveia (BRA)


FONTE............. 

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